Cachoeira da Fumaça por Baixo
Cachoeira da Fumaça por Baixo - 3 dias e 2 noites
Resumo da Aventura
A Fumaça por Baixo é um dos roteiros mais procurados por viajantes do mundo todo. Embora seja um roteiro exigente, é ideal para pessoas que procuram alternativas aos roteiros comerciais da Chapada Diamantina; poucos se aventuram pelas Serras da Cachoeira da Fumaça. No roteiro, não temos apoio de nenhum tipo de abrigo, precisamos de autonomia; levar barraca, saco de dormir, dividir peso da comida, é uma autêntica experiência de camping.
A trilha revela dramáticas belezas da Chapada Diamantina, com córregos, rios, uma frondosa mata e 3 grandes Cachoeiras durante o nosso percurso. A Travessia originalmente era utilizada por garimpeiros vindos do Vale do Capão para irem até a cidade de Lençóis, onde usavam a estrutura do município para diversas finalidades. Se você busca desconexão, história, poucos turistas e sair do senso comum, esse roteiro é para você.
Roteiro dia a dia
Dia 1 - Vale do Capão / Portaria da Fumaça / Fumaça por Cima / Santuário / Toca do Macaco;
Início da Caminhada
Começamos nossa caminhada na portaria da Cachoeira da Fumaça, a única portaria do Parque Nacional. A trilha inicia pela Serra da Larguinha, com uma subida de aproximadamente 1,5km. Uma vez vencida a subida, nos deparamos com aclives e declives suaves no Gerais da Fumaça, até chegar à majestade da Chapada Diamantina, a Cachoeira da Fumaça com seus 380 m de altura.
Mirante da Fumaça e Serra do Macaco
Enriquecendo ainda mais a experiência, nossos guias irão apresentar características históricas e geológicas sobre a Cachoeira da Fumaça, que possui um impacto importante na vida da comunidade local. Após isso, começamos a descer a Serra do Macaco, passando pelo Santuário, ótimo lugar para tomar um banho antes de seguir a descida. O declive da Serra do Macaco é desafiador, em alguns momentos precisamos tirar as mochilas para avançarmos. Além disso, um pouco de técnica é requerida para pular de pedras altas. Ao fim do percurso, estamos na toca do macaco.
A Toca do Macaco
Uma vez na toca, finalizamos nosso primeiro dia em termos de caminhada. Mas, além de curtir o belo Poço formado pelo córrego da Fumaça em seu encontro com o rio Capivara, ainda precisamos levantar acampamento. Após levantar acampamento e curtir o por do sol, o guia prepara o jantar, e o chiado das panelas acompanha o fim do dia. Comemos sob um sol estrelado, e depois da organização geral do acampamento, vamos dormir no Hotel 5 milhões de estrelas do Macaco.
Quilometragem aproximada: 12 KM
Desnível Aproximado: +430 positivo e -750 negativos.
Dia 2 – Toca do Macaco / Córrego da Fumaça / Fumaça por Baixo/ Toca do Macaco / Rio Capivara / Acampamento no Palmital;
A Fumaça por Baixo
O segundo dia começa no profundo Vale da Fumaça por Baixo. Acordamos cedinho, antes do sol nascer, para preparar o café da manhã e levantar acampamento. Deixamos as mochilas cargueiras escondidas na toca e vamos até a Fumaça. Da Toca do Macaco até o poço da Fumaça por Baixo são cerca de 3.3 km. O último quilometro é bem técnico, e exige mais cuidado por parte do visitante até a visita no Poço, embora a maior parte da trilha seja pulando pedras em meio a mata da Fumaça por Baixo. Uma vez no Poço, nos deparamos com os imperiais paredões da Fumaça por Baixo, com mais de 400m de altura, além da Cachoeira em queda livre de mais de 380 m de altura. Um verdadeiro fenômeno da natureza.
Prosseguindo a aventura
Uma vez conhecida a Fumaça por Baixo, começamos a descer seu Vale novamente até a Toca do Macaco, onde devemos estar de volta até por volta do meio do dia. Após isso, pegamos nossas mochilas cargueiras e continuamos nossa caminhada, dessa vez rumo o rio Capivara, que começa a tomar direção a Lençóis. Caminhamos pela margem esquerda do rio Capivara, onde uma tímida trilha nos permite avançar com mais agilidade. Após um tempo de caminhada, atingimos a Cachoeira da Capivara, onde podemos curtir.
O fim do dia no Palmital
Da Cachoeira do Capivara para o Palmital temos apenas mais alguns quilometros de distância. A Cachoeira do Palmital é uma das mais belas da Chapada Diamantina, pelo seu tom esverdeado. Seu camping é bem aberto e bosqueado, um dos melhores locais para se dormir ao ar livre na Chapada Diamantina.
Quilometragem aproximada: 11 KM
Desnível Aproximado: +520 positivo e -505 negativos.
Dia 3 – Cachoeira do Palmital / Toca da Onça / Córrego da Muriçoca / Serra do Veneno / Ribeirão do Meio/ Fim da trilha;
O Começo do fim da aventura
No último dia de acampamento, levantamos bem cedo para preparar nosso café da manhã e desarmar nosso acampamento. A ideia é evitar o sol forte no meio do dia o máximo que pudermos. Começando a caminhada, subimos a serra do Palmital, onde uma bifurcação nos aguarda. À esquerda vai pro Capão, enquanto a trilha a direita, que será nossa escolha, nos leva até Lençóis. Começamos a andar em um lageado de pedras com um desnível positivo moderado, até chegar a toca da Onça, com um Mirante incrível para o fim do rio Capivara.
Toca da Onça e chegando em Lençóis
Da toca da Onça, começamos a descer até o Córrego Muriçoca, onde podemos reabastecer nossa água. Após atravessado o riacho, começamos a entrar na reta final, com a descida da Serra do Veneno, uma descida bem longa, mas não possui trechos técnicos. Após boas horas de caminhada, chegamos ao final da descida, no rio Ribeirão, onde podemos nos refrescar no Ribeirão do Meio. Por fim, chegamos no centro da cidade de Lençóis após meia hora de caminhada a partir do Ribeirão do Meio, onde finalizamos nosso serviços.
Quilometragem aproximada: 14 KM
Desnível Aproximado: +970 positivo e -900 negativos.
Quilometragem total: 36 KM
Os roteiros não são fixos e imutáveis. As condições climáticas e físicas podem alterar o rumo da trilha, e o Condutor estará atento a essas casualidades. Caso seja necessário alterar o roteiro, o grupo será comunicado previamente dos motivos e também da nova programação.
Informações importantes
O que está incluso?
- Alimentação completa durante a trilha
- Guia local especializado
- Seguro Aventura
O que não está incluso?
- Evacuação Médica
- Carregadores pessoais
- Itens de uso pessoal (mochilas, capas de chuva, lanternas, saco de dormir, etc)
- Consumo pessoal nas casas dos nativos
- Refeições e hospedagens antes e depois do Trekking (Incluindo primeiro café da manhã e janta no último dia)
Sobre o investimento
- R$ 1.400,00 à vista no Pix, Dinheiro ou Boleto.
- R$ —à vista nos cartões de crédito ou débito.
- R$ — até 5x no Cartão de Crédito
- R$ — até 10x no Cartão de Crédito
- SAÍDAS DE LENÇÓIS OU DE PALMEIRAS (BA)
- As reservas serão feitas mediante o pagamento de 30% do valor da trilha à vista (R$ 550);
- Os grupos deverão ter no mínimo 3 pessoas (Se você estiver sozinho, basta procurar uma data na aba “Próximas Saídas”);
- Para grupos exclusivos de 2 pessoas, temos um acréscimo de R$ 350,00 por pessoa.
A reserva da vaga é feita pelo pagamento de 30% do valor total da trilha. Os outros 70% deverão ser pagos em até 24 h úteis antes da data selecionada para a trilha;Para quem optar por parcelamento, o mesmo será feito de forma online, através da plataforma Pagbank (PagSeguro), ou presencialmente através da plataforma TON (Stone).
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O que é o Vale do Pati?
O Vale do Pati é um dos trekkings mais bonitos do Brasil. Localizado entre as montanhas do Parque Nacional da Chapada Diamantina, suas trilhas levam a mirantes, cachoeiras, grutas, poços e paisagens inefáveis. Seus caminhos percorrem a história da comunidade do Vale do Pati, que moram na região desde muito antes da criação da reserva ambiental. Atualmente, é o terceiro trajeto de montanhismo mais feito no mundo.
Como funciona a Travessia do Vale do Pati?
A Travessia do Vale do Pati dispensa itens como barraca, saco de dormir e isolante, pois nos hospedamos nas casas dos nativos do Vale. Estimulando o Turismo Comunitário, a comunidade patizeira está de portas abertas para receber os turistas, incluindo, além das acomodações, deliciosos buffets durante o café da manhã e a janta. Durante as trilhas, nossos guias também preparam deliciosos lanches. As trilhas possuem entre 300 e 500 m de desnível positivo e negativo por dia, e nos levam a uma grande variedade de atrativos e paisagens deslumbrantes.
Como funciona a alimentação no Vale do Pati?
Os nativos são responsáveis por servir café da manhã e janta durante a trilha, e são as principais refeições do dia. Todas as refeições são pensadas em garantir uma imersão cultural ao visitante, com muitos pratos típicos do Nordeste e da própria Chapada Diamantina. Cuscuz, queijos, leite, biscoitos, frutas da estação, ovos caipiras, torradas, pães, tortas, bolos são esperados durante o café da manhã. Na janta, que é servida como almoço, esperamos uma grande variedade de cortadinhos, como o godó e mamão verde, pratos típicos da Chapada, além de feijão, arroz, saladas, macarronada, carnes vermelhas, de aves e suínos, farofas e etc. São refeições dignas de um restaurante com estrela Michelin.
E qual o nível de dificuldade do Vale do Pati?
O roteiro possui nível de dificuldade moderado, com trechos específicos com dificuldade mais elevada. Caminhamos no geral cerca de 10 km por dia, com desnível entre 300 e 500 metros de elevação positiva e negativa por dia. Durante trilhas como o Morro do Castelo, é necessário a utilização das mãos para alcançar pedras mais altas, a famosa “escalaminhada”. No entanto, o trajeto não apresenta trechos técnicos consideráveis. Por isso mesmo, o Vale do Pati embora exigente fisicamente, pode ser feito por qualquer pessoa, desde que tenha um condicionamento físico razoável.
Quantas horas caminhamos por dia no Vale do Pati?
A quantidade de tempo que levamos para chegar nos atrativos depende bastante do ritmo imposto pelo grupo. Quanto melhor o condicionamento e experiência prévia, mais rápido em geral é a caminhada durante o dia. Numa média geral, contando o tempo de paradas, caminhada, fotos e piquenique, caminhamos por volta de 8h por dia.
Qual o preparo físico necessário para fazer o Vale do Pati?
Embora não seja uma trilha de difícil nível técnico, o Vale do Pati é exigente fisicamente. Raramente encontramos trechos planos pelas trilhas, e em sua maioria subimos e descemos por elevações que variam de 200 a 400 metros. Não é necessário experiências prévias, mas um sistema cardiovascular fortalecido é o maior aliado de um trilheiro em caminhos com elevação razoável. Portanto, recomendamos costume e práticas com exercícios aeróbicos.
Existe sinal de celular no Vale do Pati? E internet?
Durante o Trekking do Vale do Pati, não temos sinal de celular nem internet. As casas são equipadas com placa solar apenas para uso básico de equipamentos que auxiliam na vida dos patizeiros, como lâmpadas e geladeiras. A internet no Vale existe, mas é de uso exclusivo da comunidade e dos guias.
Estou sozinho. Como posso participar do Trekking do Vale do Pati?
Se você está sozinho, o ideal é se unir a um grupo. Temos saídas todas as semanas para o Trekking do Vale do Pati, e você pode participar de nossas vivências que vão de 3 a 5 dias, ou escolher nossos roteiros com Fumacinha e Buracão que vão de 5 a 8 dias. Acreditamos que todas as vivências em grupo são muito mais enriquecedoras que sozinho.
Como faço pra chegar no ponto de encontro para ir pro Vale do Pati?
O ponto de encontro para sairmos para o trekking se dá nas cidades de Lençóis ou Palmeiras, municípios às margens da BR 242. A forma mais fácil de chegar até nós é pegando um ônibus em Salvador até os munícipios, oferecidos pela viação Guanabara, que opera 4 ou mais horários por dia, a depender da época. Além dessa opção, também existem voos operados pela Azul de Confins e Salvador para o aeroporto de Lençóis.
Qual o tamanho dos grupos no Vale do Pati?
Os grupos são de variados tamanhos para o trekking do Vale do Pati, mas em via de regra, cada guia fica com até 5 turistas. Essa proporção de guias e turistas é muito importante para que cada guia consiga dar atenção devida a cada visitante do Parque, tanto em termos de suporte como de passar informações de segurança e de curiosidades sobre a trilha.
O que está incluso nos roteiros do Vale do Pati?
Pensando na maior comodidade e otimização dos roteiros para o Vale do Pati em relação aos visitantes, nossos pacotes incluem transporte saindo e voltando por Lençóis ou Palmeiras, alimentação completa durante o trekking com 3 refeições por dia, guias locais qualificados para atuar em ambientes remotos, hospedagem na casa dos nativos e um seguro aventura de brinde. Ou seja, tudo que você vai precisar durante a caminhada.
Posso guardar objetos extras que não irei precisar para a trilha do Pati?
Sim, pode. Nosso hostel parceiro Buena Vibe Hostel oferece serviço de guarda-volumes para quem precisa.
O que preciso levar para a trilha do Vale do Pati?
A Checklist para o trekking do Vale do Pati é bem resumida. Como já temos apoio e suporte por parte dos nativos em relação a pernoite e alimentação, nos resta apenas cuidar de itens básicos para garantir uma caminhada confortável.
Indicamos trazer algumas mudas de roupas para caminhada e pernoite na casa dos nativos, bem como acessórios extras como corta-vento, capa de chuva ou Anorak para frio ou clima adverso. Demais itens como protetor solar, chapéu, repelente, lanterna de cabeça também não podem faltar. Em geral, as mochilas variam de 6 a 8kg.
Como funcionam as acomodações no Vale do Pati?
As casas de apoio possuem quartos compartilhados e quartos privativos. Os quartos compartilhados possuem entre 4 e 8 beliches, e temos colchões, travesseiros, roupa de cama e banho nos quartos. Nos quartos privativos, geralmente apenas a estrutura para um colchão de casal com roupa de cama e banho. Os quartos não possuem tomadas próprias, e o carregamento dos celulares devem ser realizados em áreas comuns. Atenção; os quartos privativos são prioridade dos casais.
A Cachoeira da Fumacinha e do Buracão ficam no Vale do Pati?
Não. Embora oferecemos roteiros que incluem Vale do Pati, Buracão e Fumacinha, é incorreto dizer que esses atrativos ficam dentro do Vale do Pati. Buracão e Fumacinha fazem parte do Sul do Parque, e estão inseridos no município de Ibicoara. Oferecemos toda a logística de transporte na Chapada Diamantina através do roteiro Trilogia Chapada, que pode ser feito entre 5 e 8 dias, contando com Vale do Pati 3 ou 5 Dias e Sul do Parque.
Como funciona a logística para o roteiro de Vale do Pati com Fumacinha e Buracão?
Ao sair do Vale do Pati, pegamos um transporte rumo à cidade de Ibicoara no dia seguinte a finalização do trekking. Nos hospedamos na casa dos nativos do Baixão em Ibicoara, que possuem estruturas semelhantes a pousadas. Lá, assim como no Vale, também é servido jantar e café da manhã. Após realizarmos os roteiros, seguimos para o pernoite na cidade de Mucugê, onde teremos hospedagem com café da manhã e janta por conta de cada visitante.
Qual a diferença entre os roteiros de 3 e 5 dias no Vale do Pati?
Os roteiros de 3 e 4 dias no Vale do Pati incluem um circuito de 360° passando por alguns dos principais pontos de referência do Vale. No entanto, é no roteiro de 5 dias que realizamos a Travessia do Vale do Pati, entrando pela face Oeste do Vale, em Guiné, e terminando no lado Leste, na histórica cidade de Andaraí. Além disso, quanto mais dias, mais atrativos visitados. No roteiro de 5 dias, a grande diferença é a visita ao Cachoeirão por Baixo, um dos cânions mais incríveis da Chapada Diamantina, além da Ladeira do Império, que possui alguns dos mirantes mais bonitos para o Vale e para a cidade de Andaraí.
Qual a diferença entre os roteiros de 5 e 8 dias no Trilogia Chapada?
O roteiro de 5 dias do Trilogia Chapada engloba o pacote de 3 dias no Vale do Pati, além dos roteiros do Buracão e da Fumacinha no Sul da Chapada Diamantina. Já os roteiros de 6 e 8 dias, agregamos além do Buracão e da Fumacinha, um pernoite extra na cidade de Mucugê, e a visitação do Poço Azul e Poço Encantado. Além disso, no roteiro de 8 dias, conhecemos o Vale do Pati em 5 dias ao invés de apenas 3 dias.
Com quem irei fazer as trilhas?
Nossa agência foi fundada e idealizada por Alexandre Freire, Montanhista e Historiador no Parque Nacional da Chapada Diamantina. Todos os guias foram rigorosamente treinados em cursos como o da NBR 21102, por instrutores como Helder Madeira, ex diretor de uma das maiores organizações de Turismo de Aventura no Brasil, a OutWard Bound. Além disso, todos os guias também possuem Curso de Resgate em Áreas Remotas, oferecido por empresas como Med Extrema e WMA Brasil, referências em saúde em áreas remotas. Além de cursos de curta ou média duração em história, geologia, geografia e demais aspectos sobre o Parque Nacional.





